quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

... De novo.


"Hoje me meio as notas e a chuva, tudo é calmo. Gosto de refletir enquanto cuido.
Peguei-me então pensando com meus botões os spectros que conheço... São reconhecíveis ao longe... Acho os tristes, tão fora de si mesmos. Sinto-me envergonhadamente por ver que a cada um deles, mirrados e pálidos, há sempre o grande mestre. E os condutores, sádicos, sabem que são eles, que mandam, que subjugam, quem os muda. A cor d’água já não é mais a mesma.
Até nisso os irritantes spectros sedentos por algo mais daquele mesmo objeto de desejo em putrefação, muda-se como um camaleão ...um jovem camaleão na estrutura de um ridículo rato. Não sou contra a mudança, a metamorfose. Apenas estou fadigada do roteiro.
Dizem que uma mentira contada cem vezes vira verdade. Já estou começando a acreditar, essa frase já uma afirmativa disso por ela própria. E conheço pessoa que as tatuam no peito. Em tinta transparente. Ando cansada de circos... teatros, cinemas. Suas belas damas ensaiadas em coro. O mesmo cenário, o mesmo hidromel, todo ano, todo evento, em toda era. Nada muda. Apenas muda-se o nome da atriz principal (leia-se novo spectro a cada novo espetáculo.) e as coadjuvantes, e dentre elas está o diretor (a), o produtor, o maquiador... Neste belo teatro falido; eu sou a platéia." -
{{ Por L.C.A
19.02.09 }}

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