quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

... De novo.


"Hoje me meio as notas e a chuva, tudo é calmo. Gosto de refletir enquanto cuido.
Peguei-me então pensando com meus botões os spectros que conheço... São reconhecíveis ao longe... Acho os tristes, tão fora de si mesmos. Sinto-me envergonhadamente por ver que a cada um deles, mirrados e pálidos, há sempre o grande mestre. E os condutores, sádicos, sabem que são eles, que mandam, que subjugam, quem os muda. A cor d’água já não é mais a mesma.
Até nisso os irritantes spectros sedentos por algo mais daquele mesmo objeto de desejo em putrefação, muda-se como um camaleão ...um jovem camaleão na estrutura de um ridículo rato. Não sou contra a mudança, a metamorfose. Apenas estou fadigada do roteiro.
Dizem que uma mentira contada cem vezes vira verdade. Já estou começando a acreditar, essa frase já uma afirmativa disso por ela própria. E conheço pessoa que as tatuam no peito. Em tinta transparente. Ando cansada de circos... teatros, cinemas. Suas belas damas ensaiadas em coro. O mesmo cenário, o mesmo hidromel, todo ano, todo evento, em toda era. Nada muda. Apenas muda-se o nome da atriz principal (leia-se novo spectro a cada novo espetáculo.) e as coadjuvantes, e dentre elas está o diretor (a), o produtor, o maquiador... Neste belo teatro falido; eu sou a platéia." -
{{ Por L.C.A
19.02.09 }}

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

...atada.


Apenas uma criança.
Vejo através dos seus olhos
Grandes.

Grandes seus olhos e os pedaços
E os vi!
Eram vermelhos, eram ternos...
Era noite de estrelas no céu
E você sorria e prometia.
Meu suspiro, era ao longe.
Na sua imagem tinha uma anjo, um novo anjo azul...
Era banhado em celeste, e eu aqui era só vermelho
Você também é.
Mas gosta do anjo azul.

O que faço? Prometo, cumpro, espero...
Todos nós temos nossos anjos.
Mas eu não gosto de azul.
Quero vermelho, preto, branco...

Continuo como uma criança te olhando
De longe, cabisbaixa.
Não triste
Essa ainda não percorre meu coração

Apenas amarrada,
em longas e lindas fitas vermelhas...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

[one moment, please]

Observo ao longe vultos
De que me adianta ficar parada
A olhar essas massas disformes
Esses cabelos desbotados
E nada fazer?

Prefiro viver.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…

Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!"



Florbela Espanca

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

...é a noite, que ela vê.



Quem diria, depois de uns 6 anos volto a essa vida de blog, até quando? Não sei até quando...mas lembro que geralmente fazia um blog justamente nas horas em que me encontrava mais sensível e só. Há 6 anos já sou assim rsrsrs...Hoje procurando uns templates revi o meu 1º XD e o último, caramba...meu gosto mudou, mas ainda gosto daqueles velhos templates... Bom, hoje foi um dia difícil e por isso detenho-me só dizendo "Welcome" mesmo...quem sabe mais tarde posto algo. O Blogger tá mudado oO"...